HISTÓRIA


1613 - O Rio Tocantins foi descoberto por La Blanjartiez a partir de sua foz. Em 1613, o fidalgo La Planque comandou uma expedição que chegou à confluência do Araguaia-Tocantins. Quando quis voltar ao forte do Maranhão soube que este tinha sido conquistado pelos portugueses. Ele se refugiou junto aos índios Tupinambás que eram seus amigos e viviam na região que é hoje Itaguatins. É do contato seu e dos seus companheiros com as índias Tupinambás que surgiram os primeiros tocantinenses. (Fonte: Portal Maranhão do Sul).

 

1661 – Padre Antônio Vieira estabeleceu-se às margens do Rio Tocantins, na Vila de Cametá(hoje barragem de Tucuruí), fazendo catequese e estudando a região. Na metade do Século XVII, o Padre Vieira liderou missões jesuítas nos aldeamentos de Cametá-PA, Santa Tereza-MA, Palma(Paranã) e São José do Duro(Dianópolis). Planejou estabelecer a CAPITANIA DO TOCANTINS, numa parceria entre índios, colonos e mercadores Judeus. Acusado de heresia, por defender os índios e os cristãos-novos(judeus), foi chamado a Belém, em agosto de 1661, sendo preso e remetido a Portugal. O fato fez parte também da campanha movida pelo Marquês de Pombal contra a Companhia de Jesus. Com isso, o Tocantins perdeu a oportunidade de ter uma Capitania avançada para o sistema da época. Nota: Esta informação provavelmente está equivocada visto que as primeiras informações sobre a mina Tapuia em São José do Duro -Dianópolis-TO foi no ano de 1750. (Fonte: Dicionário Bibliográfico Regional do Brasil de Mário Ribeiro Martins).

 

1661 - Como representante da Companhia de Jesus Pe. Antônio Vieira liderou missões jesuítas nos aldeamentos de Cametá (PA), Santa Tereza (MA), Palma (Paranã) e Duro (Dianópolis). Sua posição avançada se chocou contra o pensamento atrasado dos bandeirantes e senhores de engenho que defendiam a escravidão do índio. Em agosto de 1661, Vieira deixou a região tocantinense que tanto admirava porque foi chamado a Belém. Lá foi preso e enviado de volta para Portugal sob a acusação de heresia em razão de seu pensamento avançado. O fato se inseria também na campanha desfechada em Portugal pelo marquês de Pombal contra a Companhia de Jesus. Sem Vieira e a Companhia de Jesus a região perdeu a oportunidade de ter uma capitania avançada para os padrões da época. Nota: Esta informação provavelmente está equivocada visto que as primeiras informações sobre a mina Tapuia em São José do Duro -Dianópolis-TO foi no ano de 1750.   (Fonte: Portal Maranhão do Sul).

 

Século XVII - Início do processo de colonização nas Terras Novas (da barra do rio Palma à serra do Duro). Expansão da pecuária.

 

1709 - Fundação de Conceição do Norte (Conceição do Tocantins)  pelos Bandeirantes. (esta informação consta no livro "Minha História" de Casimiro Costa. Provavelmente houve equívoco).

 

Século XVIII - (terceira década) - Com o faiscar do ouro, foram assentadas as primeiras povoações do Alto Tocantins. Diz Capistrano de Abreu que "Pastos Bons (Alto Parnaíba)-MA foi povoado por baianos, e até meados do século XVIII teve comunicação exclusivamente com a Bahia". O mesmo acontecendo com os colono das Terras Novas, no Alto Tocantins. Os primeiros criadores de gado das Terras Novas (da barra do rio Palma à serra do Duro) não eram donos de sesmarias, mas escravos ou prepostos, depois chamados de vaqueiros. E foi graças ao trabalho intensivo e expansivo dos vaqueiros que se descobriram as minas de ouro nas Terras Novas.

Em decorrência das missões jesuítas da Serra do Duro à Barra do Palma e com a expansão da pecuária dos senhores da Casa da Torre (Bahia), um caminho é aberto com passagem pela Aldeia de São José do Duro (Dianópolis), em direção à Aldeia de Paranaguá-PI, passando ainda pela Aldeia Imbiriba, e seguindo pela margem direita dos rios Parahim e Gurgéia até encontrar o Rio Parnaíba e, daí margeando rio abaixo, passava-se às Aldeias (hoje cidade de Caxias-MA). Dali, pelo Rio Itapicuru, chegava-se a vila de São Luis do Maranhão. A descrição desse itinerário é do coronel Cunha Mattos, no seu "Itinerário do Rio de Janeiro ao Pará e Maranhão, pela províncias de Minas Gerais e Goyaz", edição de 1836.

 

1750 - Fundação de Dianópolis.

 

1752 - Gabriel Alves e Manoel Alves são encarregados por D. Marcos de Noronha de fazer negociações visando promover o aldeamento dos índios Gueguês, Xacribás e Acroás época em que foi  fundado o arraial das Missões (9 Km de Dianópolis). Edificaram no arraial uma capela e entronizaram a imagem de São José. Aos poucos os índios foram retirando com firme propósito de voltarem para levar a imagem que, segundo alegavam, lhes fora dada pelo Padre Gabriel.  Em 1819 eles voltaram, pintados para guerra e armados. Sitiaram o arraial por 3 dias quando foi baleado e morto seus chefe. Os índios foram embora. Em 1947, voltaram novamente em grande número. Pressionaram até receberam a imagem de São José de volta. Pintaram-na, vestiram-na com trajes indígenas ficaram vários dias no arraial das Missões e seguiram em procissão para Dianópolis onde permaneceram por 3 dias aí partiram e não mais voltaram. Inconformados os moradores pediram para Nélio Póvoa (professor do arraial) interceder junto aos seus familiares (proprietários da Casa Póvoa) para comprarem uma nova imagem em Salvador-Ba. Vejamos o que conta o professor Osvaldo Póvoa em Quinta-feira Sangrenta pag. 114 "... Com a imagem recém chegada uma multidão de católicos se reuniu em festa em frente à Casa Póvoa,  no dia 4 de agosto de 1949. Formava-se a procissão à frente da imagem o padrinho que o próprio povo escolhera, Casimiro Costa, filho do saudoso, inteligente e culto Francisco Liberato da Silva Costa. Idoso, ponderado, uma espécie de Moisés conduzindo a Arca da Aliança, varando o sol abrasador de agosto, ele era o padrinho ideal..."  

Leia na íntegra o discurso que Nélio Póvoa pronunciou na ocasião.

 

1752 - Por determinação de D. Luiz de Mascarenhas, foi enviado para reunir estes aldeamentos e catequizá-los o Padre Gabriel Alves e seu irmão Manoel Alves, os quais depois de algumas dificuldades conseguiram reuni-los em Missões, junto de Formigas aldeia principal, deixando livre os garimpos de ouro, que haviam descoberto nas quebradas da serra. Reunidos os aldeamentos, construíram uma Capela a São José, que, em 1768, foi visitada pelo sábio jesuíta padre Vieira.

Na falta de imagem para a Igreja, o padre Vieira mandou esculpir uma estatueta que benzeu e serviu durante muitos anos. Ainda hoje existe além de outras esculturas, como também uma Pia Batismal. Este povoado sede das antigas Missões, foi o primeiro laço de Dianópolis antigo São José do Duro. Nota: O Padre Vieira aqui referido não pode ser o Padre Antônio Vieira visto

que nesta data já havia falecido. (Fonte: Minha História de Casimiro Costa)

 

16.08.1770 a 26.07.1772 - Criação do Registro do Duro passando a posto fiscal.

Registro - DURO -  Situado no sudeste do Tocantins, na fronteira com a Bahia, foi mencionado em 1812. É atualmente a localidade de Dianópolis. 

ESTRUTURA DOS REGISTROS. O registro ficava, normalmente, numa estrada regular, em um "vão de serra", "fecho de morros" ou desfiladeiro, próximo a um curso de água, que além de assegurar o abastecimento da repartição, retardava ou dificultava a passagem dos contribuintes. Os caminhos clandestinos eram vedados e vigiados por "guardas", postos com funções exclusivamente repressoras. Aliás, a Coroa estabeleceu também "áreas proibidas", entre as capitanias (especialmente nas fronteiras de Minas Gerais), nas quais não era permitido o trânsito ou a residência a quem quer que fosse. Restringia-se, assim, a possibilidade de descaminho. O pessoal dos registros se compunha de um Administrador (representante do Contratador), um Fiel (representante da Fazenda Real), um Contador e dois ou quatro soldados. Os prédios consistiam na "casa do registro", nas residências do fiel e do administrador, no quartel dos soldados, num rancho para os tropeiros contribuintes e num curral para os animais. A estrada era fechada por um portão com cadeado. O equipamento era mínimo: livros contábeis, cofre, balança com pesos, medidas para volumes, armas e utensílios domésticos. (Fonte: RIHGB, 12:496 - Revista do Arquivo Histórico Estadual (de Goiás), 1980, 1:22).

 

18/03/1809 - “Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que este Alvará com força de lei virem, que sendo-me presente que muito importará a bem do meu Real Serviço e aos dos meus fiéis vassalos da Capitania de Goiás que a antiga comarca se dividisse em duas, criando uma na parte do Norte, (...) Haverá na Capitania de Goiás mais uma comarca, que hei por bem criar, e que denominará a Comarca de São João das Duas Barras, desanexando a antiga parte Norte que compreende os julgados de Porto Real, Natividade, Conceição, Arraias, S. Félix, Cavalcante, Flores e Traíras.” Com um alvará datado de 18 de março de 1809, no Rio de Janeiro, o príncipe regente D. João VI criou a Comarca de São João das Duas Barras (Paranã) que seria dirigida pelo ouvidor Joaquim Theotônio Segurado. (Fonte: Portal Maranhão do Sul).

 

25/02/1814 - “Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que este Alvará virem que, tendo criado pelo Alvará de 18 de março de 1809 uma nova comarca na Capitania de Goiás, denominada de S. João das Duas Barras, determinando que o ouvidor pudesse residir no arraial de Natividade, enquanto não fosse possível a sua residência na dita Vila de S.João das Duas Barras, e sendo-me presente em consulta da Mesa do Desembargo do Paço convir muito ao meu serviço e ao bem dos povos daquela comarca o criar-se uma vila na Barra da Palma para aí ficar existindo a cabeça da comarca, tanto porque, sendo mais central, é mais cômoda para a determinação da justiça, como por ser uma situação mais próxima aos distritos atualmente povoados, igualmente vantajosa para a navegação dos rios e comunicação interior do país. (...) Tendo a referida vila a denominação de Vila de S. João da Palma”. Com um alvará de 25 de fevereiro de 1814 D. João VI determinou a criação da Vila de São João da Palma, hoje Paranã, para ser a sede da Comarca. Esta foi instalada pelo ouvidor Joaquim Theotônio Segurado em 26 de janeiro de 1815. (Fonte: Portal Maranhão do Sul).

 

25/02/1814 – D. João VI por alvará determinou que fosse criada a Vila de São João da Palma (Paranã) como sede da nova Comarca, tendo sido inaugurada por Teotônio Segurado em 26.01.1815. (Fonte: Dicionário Bibliográfico Regional do Brasil de Mário Ribeiro Martins).

 

1818 – Viagem de Johann Emanuel Pohl, passando por Dianópolis-TO,  na Comissão Científica que trouxe a Princesa Leopoldina ao Brasil. Nasceu em 22.02.1792 na Áustria, escreveu "Viagem no Interior do Brasil" (1818). Itinerário: Rio de Janeiro, Barbacena, São João Del-Rei e Paracatu, Cristalina, Luziânia, Pirenópolis, Goiás Velho, Pilar, daí rumo ao Norte de Goiás. Realizou estudos científicos no Tocantins, descrevendo usos e costumes de sua população, foi recepcionado por Joaquim Teotônio Segurado às margens do Tocantins. Na volta, passou em Monte do Carmo, Dianópolis, Cavalcante, Niquelândia, Goiás Velho e Rio de Janeiro, de onde voltou para a Áustria, em 1820, morrendo alguns anos depois, ainda muito jovem, em 1834, com 42 anos de idade.

 

14/08/1821 – Prisão do Padre José Cardoso Mendonça que foi mandado para a Aldeia do Duro hoje Dianópolis-TO. Foi liderado por Felipe Antonio Cardoso e Xavier de Barros que eram capitães e iniciavam uma campanha pela Independência do Brasil contra o Governo de Goiás Velho. Com eles estavam também os padres Lucas Freire de Andrade, Luiz Bartolomeu Marques. O Capitão Felipe Antonio Cardoso foi preso em Arraias-TO, próximo de sua cidade natal Cavalcante-TO, Xavier de Barros preso em Taguatinga, o Padre Luiz Bartolomeu Marques ficou a 50 léguas de Goiás Velho, juntamente com o Padre Lucas Freire de Andrade e o Soldado Felizardo Nazaré.

 

15/09/1821  - “Habitantes da Comarca da Palma! É tempo de sacudir o jugo de um governo despótico; todas as províncias do Brasil nos têm dado este exemplo; os nossos irmãos de Goiás fizeram um esforço infrutífero, ou por mal delineado, ou por ser rebatido por força superior. Eles continuam na escuridão, e até um dos principais habitantes desta comarca ficou a ferros. Palmenses! unamo-nos e principiemos a gozar as vantagens que nos promete a Constituição.” Desta maneira, Joaquim Theotônio Segurado fez alusão ao fracasso do movimento encabeçado pelo capitão Felipe Antonio Cardoso e seu confinamento e lançou a sua primeira proclamação à Comarca da Palma em 15 de setembro de 1821. No dia 17 de setembro, ele fez uma nova proclamação dirigida ao povo da Comarca da Palma e de Goiás. Em 27 de setembro, ele emitiu outra proclamação aos goianos para que se rebelassem e estabelecessem também um governo provisório seguindo o exemplo do Norte.

 

1830 - João Nepomuceno de Sousa constrói a primeira capela em Dianópolis tendo como padroeiro São José. Mandou que entronizasse nela a imagem de São José vinda da Capela de Missões causando protesto dos índios, a imagem teve de ser devolvida ficando a capela do Duro sem a imagem do Padroeiro até que tomassem outras providências.

 

1854 - João Nepomuceno de Sousa é juiz do arraial do Duro que passa a ser Distrito de Paz.

 

29.08.1868 - Certidão de óbito de Rufino Theotonio Segurado.

 

26.08.1884 - O arraial do Duro passa a ser autônomo e elevado à categoria de vila. Desmembrando-se de Conceição do Norte (Conceição do Tocantins) -Resolução 723 de 26.08.1884-. A instalação do município autônomo se deu em 1890 sendo seu primeiro intendente João Nepomuceno de Sousa. Em 1889 foi implantado o registro civil por João Nepomuceno de Sousa.

 

1890 - O Cel. Wolney leva os primeiros carros de bois para Barreiras em número de três. Dois meses depois, leva mais cinco.

 

05.07.1890 - Chega a Dianópolis (vila de São José do Duro) a família Costa comandada pelo advogado Francisco Liberato da Silva Costa que organizou o Cartório a pedido de João Nepomuceno de Souza. A família Costa de Apodi-RN  foi para Santa Rita do Rio Preto-BA e de lá para Dianópolis. Francisco Liberato da Silva Costa faleceu em 21.07.1891 e João Nepomuceno em 28.08.1891.

 

22.11.1898 - Casamento de Casimiro Costa

 

1898 - O Cel. Wolney leva água, por gravidade, de uma distância de 1.400 metros em bicas de até 16 metros de altura para sua casa e de seus filhos.

 

1898 - Construção do cemitério.

 

1899- Nasce D. Alano Marie du Noday.

 

1900 - O Cel. Joaquim Ayres Cavalcante Wolney constrói a Igreja Matriz de São José.

 

1907 – Luiz Ramos de Oliveira Couto nasceu em Goiás Velho no dia 06.04.1884, foi Juiz de Direito de Dianópolis. Filho de Venância Luísa do Couto Brandão Bastos. Formado em Direito, no ano de 1906, foi nomeado Juiz de Direito da Comarca de Rio Palmeiras, com sede em Dianópolis-TO, em 1907, onde residiu por mais de quatro anos. Casou-se, na antiga São José do Duro, com Maria Aires Cavalcante (filha de Menoel Aires Cavalcante), em 1911, onde, em 1912, nasceu o seu primeiro filho, Goiás do Couto. No ano posterior foi enviado para a Comarca de Rio Paranaíba, com sede em Catalão

 

1908 - Construção da Igreja Matriz.

 

1912 - Casimiro Costa edifica sua casa em Conceição do Norte

 

1915 - Construção da primeira ponte pelo Cel. Wolney (no São Sebastião - rio Palmeiras).

 

1915 – Goiandira Ayres do Couto, de Catalão, Goiás, 12.09.1915, produziu, entre outros, “VISTA DA CIDADE DE GOIÁS”. Seu irmão, Goiás do Couto, nasceu em 1912, na cidade de Dianópolis, hoje Tocantins, exatamente quando seu pai, Luiz Ramos de Oliveira Couto, era Juiz de Direito na antiga São José do Duro. Sua mãe, Maria Ayres Cavalcante, procedente do Duro, casou-se em 1911 e alguns anos depois, foi para Catalão, junto com o marido juiz que fora transferido, onde Goiandira nasceu. Nos anos seguintes, mudou-se definitivamente para Goiás Velho, onde fez todos os seus estudos. Tornou-se pintora autodidata e passou a produzir os seus quadros, colando as areias coloridas da Serra Dourada que circunda a antiga Vila Boa. Retrata, em seus quadros, os becos, as ruas e os monumentos de sua terra adotiva. Fundou, em 1968, a Escola de Artes Plásticas Veiga Valle. Tornou-se membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás. Tem realizado exposições individuais e coletivas, em várias partes do Brasil e exterior, entre as quais, em Assunção, no Paraguai, no Ministério da Marinha, em Brasília e no Salão Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. Vinculada ao Estado do Tocantins, através da instrumentalidade de seu irmão que nascera em Dianópolis, em 1912 e de seu pai que fora Juiz de Direito, na antiga São José do Duro, no mesmo período. Fonte: DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, de Mário Ribeiro Martins.

 

1917 – Brasil Ramos Caiado, nasceu em 1893. Responsável pelos desentendimentos que culminaram com a Chacina do Duro. Tal massacre envolveu a família do então Deputado Abílio Wolney de Dianópolis,-TO e a Polícia Estadual de Goiás, no Governo do Desembargador João Alves de Castro, entre 1917 e o dia 16 de janeiro de 1919.

 

1918 – Celso Calmon Nogueira da Gama nasceu em Vitória capital do Espírito Santo em l890, foi o Juiz na época do barulho em Dianópolis-TO. Foi Professor da Faculdade de Direito de Goiás. Advogado, Jornalista, Escritor, Ensaísta, Pesquisador. Memorialista, Intelectual, Pensador. Ativista, Produtor Cultural, Literato. Cronista, Contista, Administrador. Educador, Orador, Ficcionista. Foi Desembargador do Tribunal de Justiça de Goiás, no governo de Brasil Ramos Caiado, o Deputado que, na época, deu origem aos desentendimentos que culminaram com a CHACINA DO DURO. Tornou-se famoso pela sua interferência nos conflitos de São José do Duro, hoje Dianópolis, no Estado do Tocantins, envolvendo a família do Deputado Estadual Abílio Wolney e a Força Pública Estadual, no Governo do Desembargador João Alves de Castro. Tais fatos, ocorridos no dia 16 de janeiro de 1919, na chamada QUINTA-FEIRA SANGRENTA, quando nove pessoas foram assassinadas acorrentadas ao tronco, deram origem ao romance de Bernardo Élis “O TRONCO”,e, em 1998, ao filme do mesmo nome, dirigido por João Batista de Andrade, em que Antônio Fagundes faz o papel do Juiz Carvalho, que é o Juiz Celso Calmon Nogueira da Gama, da história original.

 

23.12.1918 - Assassinato do Cel. Wolney pela polícia de Goiás.

 

16.01.1919 - Chacina dos nove pela polícia de Goiás.

                    Versão do prof. Osvaldo Póvoa

                    Versão de Nertan Macedo

                    Versão do Mestre Almeida

                    Versão de Francisco de Brito

                    Clique aqui e veja algumas armas utilizadas no Barulho do Duro

                    Foto de Joaquim Aires Cavalcante Wolney Filho e Ana Custódia Leal Wolney

 

06/1924 - Primeira assinatura, comprovada, de um jornal, feita por Coquelin Ayres Leal "Jornal O Rio Grande" (clique aqui e veja o documento).

 

1926 - foram convocado pelo Presidente Artur Bernardes, com a orientação do General Mariante, representante do Ministério da Guerra, o Coronel Horácio de Matos, com 560 homens armados, comandando o Batalhão Patriótico Lavras Diamantinas, ao lado de outros Comandantes, entre os quais, o Coronel Abílio Wolney, de Dianópolis-TO, que estava se deslocando, com 300 soldados de Cabrobó, em Pernambuco, para Leopoldina, em Minas Gerais, além de Franklin de Albuquerque, de Pilão Arcado, para combater a Coluna Prestes.

Vaja foto

 

1930 - Alexandre Leal Costa diploma-se em Medicina.

 

01/1930 - Buzinou o primeiro caminhão em Dianópolis de propriedade de Coquelin Ayres Leal, guiado pelos seus cunhados Mirim e Joca.

 

1934 - Nasce Antônio Amaury Correia de Araújo em São Paulo-SP, escreveu, “Assim Morreu Lampião”, proprietário rural na região do Jalapão. Descreve em seu livro, a passagem do Cangaceiro “Sinhô Pereira” e da Cangaceira Aline pela região de São José do Duro (Dianópolis). Intimamente relacionada com eles está a história de “Luis Padre”, pai do ex-deputado Haghaús Araújo.

 

1938 - Coquelin Leal Costa diploma-se em Mecânica.

Veja foto de sua primeira esposa

 

02/03/1938 - São José do Duro foi elevada à categoria de cidade, com o nome de Dianópolis. A solenidade foi em 01.01.1939,  sendo uma homenagem às Dianas do lugar, sendo elas: Custodiana Costa Ayres, Custodiana Leal Rodrigues, Custodiana Nepomuceno Wolney Araújo e Custodiana Wolney Póvoa. O Decreto-Lei em que foi baseada a elevação da Vila, foi o de nº 311, de 02.03.1938 e Decretos-Leis estaduais ns. 557 e 808 de 09.06 e 30.09.1938.

Os Juízes de Paz e Juízes Municipais no período de 1854 a 1907 foram: João Nepomuceno de Souza, Joaquim Ayres Cavalcante Wolney, Salviano Ferreira de Melo, Manoel Ayres Cavalcante, Manoel Francisco de Almeida, Abílio Wolney, Joaquim Amaro de Sousa, Josino d´Abreu Valente, Cândido Nepomuceno de Sousa e João Rodrigues de Santana.

 

05/07/1940 - Inauguração do Colégio João d´Abreu.

 

21/08/1941 - Pela primeira vez ouviu-se em  Dianópolis, a voz de um "Rádio Falante" de pilhas pertencente a José Anísio Leal Costa.

 

03/09/1941 -  Buzinou segundo caminhão de propriedade de Manoel Antonio.

 

19/09/1941 - 14 horas. Sobrevoa Dianópolis, o primeiro avião, no trajeto Barreiras-Porto Nacional.

 

1942 – Raimundo Lustosa Nogueira, nasceu em 1889 em Curimatá-PI, escreveu “E Assim Veio o Banditismo no Estado do Piahuy” . Focaliza a figura do Coronel Abílio Wolney, de Dianópolis-TO e suas investidas sobre o território do Piauí, na região de Santa Filomena. 

 

19/09/1942 - Chega a Dianópolis o primeiro ônibus com excursionistas da Comissão Geográfica.

 

06/07/1943 - Inauguração da rodovia Dianópolis-Barreiras.

 

1946 - Casimiro Costa edifica sua casa em Dianópolis.

 

out/1946 - Pousou o primeiro avião com o major Getulino Artiaga politicando pelo PSD.

 

11/03/1948 - Posse da primeira Câmara Municipal após a ditadura. Vereadores: Coquelin Ayres Leal, João Joca Leal Costa, Augusto Rodrigues de Santana, Afonso Carvalho da Cunha, Clidenor Rodrigues Valente e Zifirino de Sena Moura. Posse do primeiro prefeito após a ditadura: Benedito Costa Póvoa.

 

24/01/1950 - Inauguração da Linha Aérea Cruzeiro do Sul.

 

16/09/1950 - Inauguração da estação de radiotelegrafia.

 

24/11/1950 - Inauguração da caixa d' água pública. Clique aqui e leia sobre a festa.

 

1951 - Construída a cadeia pública municipal.

 

26/01/1951 - Inauguração da luz elétrica (motor).

 

21/07/1951 - Inauguração do Mercado Municipal.

 

22/07/1951 - Inauguração da rodovia Dianópolis-Rio da Conceição. Assim escreveu Casimiro Costa sobre o evento: "A 22 de julho de 1951 foi inaugurada a estrada de rodagem daqui para a povoação “Rio da Conceição” cuja viagem inaugural além de autoridades e pessoas distintas daqui contou mais com a presença dos ilustríssimos hospedes abaixo mencionados: dr. Alexandre, Seabra, Santos Pereira, Lafaiete, seu filho Zequinha e mais o Exmo. Dr. Juiz de Direito da comarca e sua exma. Esposa o qual se achava aqui a serviço do seu cargo".

 

16/08/1951 - Inauguração da máquina de beneficiar arroz, de Póvoa & Irmãos, no Rio da Conceição.

 

1952 -Inauguração do Instituto de Menores

 

1952 - Pe. Magalhães (João Magalhães Cavalcante) natural de Arraias-TO, veio a ser o primeiro pároco de Dianópolis, por provisão do Bispo de Porto Nacional D. Alano Maria du Noday.

 

01/03/1952 - Inauguração do Ginásio João d´Abreu. (aqui cabe um esclarecimento: anteriormente em  05.07.1940 foi a  Inauguração do Colégio João d'Abreu o que dá a entender que tivemos segundo grau antes do primeiro. Não foi bem assim. Quando Coquelin e Diana inauguraram sua escola deram-lhe o nome de Colégio. Clique aqui e veja o que Casimiro Costa escreveu a respeito. Veja o discurso de Tasso Jacobina e outras manifestações.

 

19/04/1952 - Inauguração do serviço de alto-falante denominado Maranata, pelo Pe. João Magalhães Cavalcante.

 

22/04/1952 - Inauguração do Harmônio da Igreja Matriz.

 

18/07/1952 - Inauguração e batismo da capela construída sobre a sepultura dos nove.

 

29/07/1952 - Inauguração da rodovia Rio da Conceição-Almas.

 

14/11/1952 - Dianópolis foi elevada a Comarca, instalada em 11.04.1954 pelo Dr. Manoel Luiz Alves Juiz de Direito da Comarca de Taguatinga, sendo o titular da Comarca o Dr. Wilson de Azevedo e Silva (esposo de D. Sulamita).

Sucedeu a João Nepomuceno de Souza como prefeito Felisbino Alves Ribeiro de Sousa até 1895, cap. Joaquim Ayres Cavalcante Wolney (construiu estrada Duro-Barreiras-Ba., construiu um conduto de água com bicas de coqueiro, numa extensão de 1.400 metros, utilizando postes de até 16 metros de altura), Cândido Nepomuceno de Souza e Joaquim Amaro de Souza, de 1919 a 1926 o município ficou acéfalo, Pedro Rodrigues de Santana 1927, José Anísio Leal Costa 1930, Coquelin Leal Costa 1933, Antônio Póvoa 1934, Francisco das Chagas Moura 1936, João Bezerra Neto 1938, Abílio Wolney 1946, Hercílio Liberato Café, Francisco da Costa Ribeiro, Antônio da Costa Ribeiro, Benedito Costa Póvoa 1948, Dário Rodrigues Leal 1951, João Joca Leal Costa 1955, Osvaldo Rodrigues Póvoa 1959 (mandato tampão de 2 anos), Benedito Costa Póvoa 1961, Hagahús Araújo e Silva 1965, Cézar Costa Póvoa 1970, Hercy Ayres Rodrigues 1973, Cézar Costa Póvoa 1977-1982, Izidório Correia de Oliveira1983-1988, Deodato Costa Póvoa 1989-1992, Hercy Ayres Rodrigues Filho1993-1996, Joir Rodrigues Valente 1997-2000, Deodato Costa Póvoa 2001-2004, José Salomão Jacobina Aires 2005-2012 e Regis Melo 2013-2016.

Clique aqui e veja os prefeitos

 

01/03/1953 - Inauguração do Coreto pelo pe. Magalhães.

 

1956/58 - Época em que Etvaldo Gonçalves Seabra, o Tesinho, brilhou com seu futebol clássico nas grandes equipes da época em Dianópolis: Juventus e Guarani. Tesinho é filho de Oswaldo Seabra de Lemos e Alzira Gonçalves Seabra, Auditor Fiscal dos Tributos Estaduais (aposentado), mora atualmente em Goiânia e sempre que pode está em Dianópolis relembrando os velhos amigos. Veja algumas fotos feitas em agosto/2003. Ano do 119º aniversário de Dianópolis e 50º do Instituto de Menores.

 

1956 - O livro "O Tronco"  foi escrito por Bernardo Élis (veja texto escolhido e biografia)

 

10.10.1960 - O Professor Ruy Rodrigues da Silva, de Porto Nacional, criou a Casa do Estudante Norte Goiano -CENOG, com sede em Goiânia e filiais em Pedro Afonso, Dianópolis, Miracema, Porto Nacional e Rio de Janeiro. Presidida, em 1961, por Vicente de Paula Leitão e depois por José Cardeal dos Santos, a CENOG passou a publicar o jornal PARALELO 13, focalizando a criação do novo Estado, sendo a CENOG extinta pelo regime militar, após a revolução de 1964.

 

1962 – Assim que os militantes das Ligas Camponesas concluíram seus treinamentos de guerrilha em Cuba retornaram ao Brasil. O jornal O Estado de São Paulo noticiava a existência de áreas de guerrilha. Na edição de 4 de dezembro de 1962, esse jornal anunciou a prisão de diversos membros das Ligas Camponesas, numa área de guerrilha, em Dianópolis-TO. Jango era presidente da república o que prova que essas guerrilhas iniciaram antes do golpe militar de 1964.

 

08.12.1963 - Padre Celso Cavalcante Batista apresentou-se ao Bispo Dom Alano Du Noday, de Porto Nacional, no início de 1964. No mesmo ano, foi designado para Dianópolis, com o objetivo de prosseguir o trabalho feito pelo seu primo, Padre Rui Cavalcante Barbosa, sob a orientação do Padre João Magalhães Cavalcante. Retornou a Porto Nacional, passando a trabalhar ao lado do Padre Luso.

 

1965 - Celso Cavalcante Batista, – nasceu em Corrente-PI em 1935. Padre, poeta, e professor. Ordenou-se padre em 1963. No Seminário Arquiodiocesando São José – RJ graduou-se em Teologia. Exerceu atividades religiosas em Porto Nacional, Dianópolis e em Arraias. Fez o curso de Filosofia e de Direito na Universidade Católica de Goiás. Deixou a batina, casou-se. Exerceu o cargo de promotor de público, atualmente é procurador de justiça aposentado.

 

1970 – Wilson Lins, de Pilão Arcado-BA nasceu em 25.04.1919, escreveu “Responso das Almas” em 1970, focalizando o coronelismo e o cangaço na região, inclusive no Jalapão, em que se envolveu o seu pai Franklin de Albuquerque e o coronel Abílio Wolney, de Dianópolis-TO. Filho de Franklin Lins de Albuquerque e Sofia Mascarenhas.

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01.02.1971 – Foi ordenado padre, em Dianópolis, Joatam Bispo de Macedo, nascido em almas, filho de Joaquim Bispo de Macedo (Quitum) e Inácia Cardoso de Macedo. Escreveu “Dom Alano du Noday”. Fez filosofia na PUC-RJ. Em 1975 foi nomeado Reitor do Santuário do Senhor do Bonfim. É titular da cadeira 9 da Academia Tocantinense de Letras.

 

26/08/1984 - Lançamento da edição comemorativa do I Centenário de Emancipação Política de Dianópolis do livro Quinta-Feira Sangrenta do professor, romancista, contista,  historiador e genealogista Osvaldo Rodrigues Póvoa - Patrocínio da Prefeitura Municipal de Dianópolis - Administração Izidório Correia de Oliveira. Nesta data foi lançada também a monografia "Dianópolis, uma epopéia nos sertões de Goiás" com capa de Hortary.

17.06.1996 - Promulgada a Lei Municipal nº 687 que dispõe sobre: a) Bandeira Municipal; b) Hino de Dianópolis. Projeto da Vereadora Eliene dos Reis Landim. Sancionada pelo Prefeito Hercy Ayres Rodrigues Filho.

 

25/07/1998 - Primeiro encontro da família Póvoa em Dianópolis

 

23/08/2003 - Festividades de comemoração dos 119 anos de Dianópolis  e 50 anos de Fundação do Instituto de Menores da cidade, lançamento do livro “Hagahús Araújo- Uma lição de Cidadania  de Iara Alencar Araújo Aires. Trata-se de  um registro jornalístico da saga  do jovem idealista que fundou o Instituto quando tinha apenas 25 anos de idade e nos 10 anos à frente daquela  obra social fez dela uma referência nacional, no setor. Com 22 anos, Hagahús já havia sido  o mais novo diretor, no país, de Escolas para Menores do antigo SAM, subordinado ao Ministério da Justiça.

 

25/07/2009 - Centenário de nascimento de Regina Ribeiro Póvoa. (clique aqui e veja como foi) (clique aqui e veja fotos)

 

Fontes:

Minha História de Casimiro Costa, Quinta-feira Sangrenta de Osvaldo Póvoa e Livro de Atas da Câmara Municipal de Dianópolis.

 

 

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